AMIGOS

 

Sosígenes Costa
TORNOU-SE O PÔR-DO-SOL UM NOBRE ENTRE OS RAPAZES

Queima sândalo e incenso o poente amarelo
Perfumando a vereda, encantando o caminho.
Anda a tristeza ao longe a tocar violoncelo,
A saudade no ocaso é uma rosa de espinho.
 
Tudo é doce e esplendente e mais triste e mais belo
E tem ares de sonho e cercou-se de arminho.
Encanto! E eis que já sou o dono de um castelo
De  coral com portőes de pedra cor de vinho.
 
Entre os tanques dos reis, o meu tanque é profundo.
Entre os ases da flora, os meus lírios lilases.
Meus pavőes cor-de-rosa os únicos do mundo.
 
E assim sou castelăo e a vida fez-se oásis
Pelos simples poder, ó por-do-sol fecundo,
Pelo simples poder das sugestőes que trazes.